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Mito ou verdade: recarregar a bateria muitas vezes ao dia estraga o aparelho utilizado?

outubro 17, 2010 Deixe um comentário

 

Uma das dúvidas mais recorrentes de quem acabou de adquirir um aparelho com baterias recarregáveis está relacionado a formas de prolongar a vida útil do dispositivo.

 

Desvendando o mito

Antes de nos aprofundarmos na forma como baterias funcionam, é preciso responder à pergunta que dá título ao artigo: recarregar constantemente o aparelho não só não o estraga, como é o método recomendado pelos fabricantes. Dessa forma, quem deixa dispositivos conectados muito tempo à uma tomada não precisa se preocupar em perder desempenho ou com possíveis danos causados pelas constantes recargas.

Vale mencionar que até alguns anos atrás a resposta seria totalmente diferente, devido ao chamado efeito memória. Antigamente, as bateria utilizadas eram feitas de Níquel-Cádmio, uma tecnologia menos eficiente e que costumava apresentar vários problemas em caso de recargas recorrentes.

Com as baterias baseadas em Íon-Lítio (que equipam praticamente a totalidade dos aparelhos portáteis atuais), o efeito memória desapareceu completamente. Isso significa que não importa se a bateria está com 40% ou 70% de vida – a recarga pode ser feita sem nenhum problema ou perda de desempenho. Inclusive o recomendado é deixá-la o mais próximo da carga total sempre que possível.

 

Como prolongar a vida da uma bateria de Íon-Lítio

Baterias de Íon-Lítio funcionam através de ciclos de recarga (com média que fica entre 300 a 500 recargas, dependendo do tipo de aparelho utilizado). Cada vez que o dispositivo é descarregado totalmente, perde-se um ciclo de vida útil – em teoria uma bateria do tipo só precisa ser substituída após o usuário descarregá-la totalmente 500 vezes. Ou seja, caso se siga o mesmo procedimento necessário nas baterias de Níquel-Cádmio, em pouco tempo seus aparelhos só funcionarão conectados a uma fonte de energia.

Dessa forma, o ideal é que você recarregue constantemente sua bateria, mesmo que ela ainda possua uma boa quantidade de carga. Portanto, não precisa se preocupar em deixar seu celular com 60% de carga conectado ao carregador meia hora antes de sair de casa – inclusive esse é o tipo de procedimento recomendado pela maioria dos fabricantes.

O problema que pode ocorrer devido à recarga constante dos aparelhos está na exibição do nível de carga. Isso é comum, principalmente em celulares e notebooks, que podem indicar um nível maior ou menor de carga do que aquele realmente disponível. Isso pode ser resolvido de maneira fácil, basta descarregar totalmente a bateria do aparelho para recalibrar o medidor dos dispositivos. O recomendado é que esse processo seja feito uma vez a cada três meses, evitando assim maiores problemas.

Em geral, uma bateria de Íon-Lítio conservada em condições ideais dura entre dois  a três anos de uso constante. Isso acontece devido aos processos químicos naturais que acontecem nos dispositivos e que aumentam sua resistência interna devido à oxidação. Eventualmente, a resistência atinge um ponto em que a bateria não é mais capaz de fornecer energia, mesmo que possua carga interna disponível.

 

Calor, o grande inimigo das baterias

Agora que você sabe que não é preciso descarregar totalmente um dispositivo antes de recarregar a bateria, deve estar pensando: então não tem problema eu manter um aparelho conectado o tempo toda à tomada e só desconectá-lo na hora de sair de casa, certo? Bom, em teoria sim, mas na prática não é bem o que acontece.

Embora em matéria de ciclos de vida não haja nenhum problema em manter um dispositivo totalmente carregado conectado à tomada, é preciso levar em conta que o fluxo constante de energia tende a aquecer o aparelho. Comprovar isso é uma tarefa muito fácil, especialmente se você possui um notebook – ao comparar a temperatura de um aparelho desconectado a um em processo de carregamento é fácil notar a diferença de temperatura.

Basta lembrar das aulas de química ministradas em qualquer colégio para saber que o calor funciona como um dos mais eficientes catalisadores da natureza. Ou seja, quanto maior a temperatura de uma bateria, maior a velocidade com que ocorrem seus processos químicos naturais – o resultado é um dispositivo que utiliza ciclos de vida em uma velocidade maior do que a normal.

Dessa forma, manter um aparelho conectado constantemente a uma tomada pode significar perder em pouco tempo sua capacidade de recarga, forçando o usuário a investir em uma bateria substituta. Por isso, o recomendado é retirar a bateria sempre que o plano for utilizar o aparelho durante longos períodos conectados a uma fonte de energia – conselho especialmente válido para donos de notebooks. Nessas horas é preciso optar entre o risco de perder dados não salvos em caso de uma queda de energia ou ver a vida útil da bateria diminuir em ritmo acelerado.

 

Dicas para prolongar a vida útil

Agora que já se tem uma ideia básica de como uma bateria de Íon-Lítio funciona durante o processo de recarga, é possível programar o uso dos aparelhos para obter o máximo de vida útil possível. Note que não há remédio para recuperar baterias desgastadas por processos químicos – em geral, esquentá-las um pouco diminui a resistência interna e permite acessar a energia armazenada, mas basta voltar à temperatura normal para o problema retornar.

Abaixo, seguem algumas dicas simples que ajudam a prolongar o tempo de uso de sua bateria e que evitam ter que substituí-las antes do período programado durante sua produção.

 
Recarregue constantemente seus aparelhos

A primeira dica tem tudo a ver com o título do artigo: a melhor maneira de manter seus aparelhos saudáveis é recarregá-los constantemente, de preferência muito antes de sequer pensar em acabar a bateria. Além de permitir que você os utilize durante um tempo mais prolongado, o processo evita o desperdício de importantes ciclos de vida.

Porém, lembre-se de que a descarga completa de um dispositivo é necessária para calibrar o medidor de energia de aparelhos. Dessa forma, recomenda-se descarregar totalmente um aparelho a cada três meses, para evitar qualquer tipo de problema nos indicadores. Em geral, esse ritmo é mais do que suficiente para manter a saúde de sua bateria.

 
Evite o calor a todo custo

Como já foi exposto durante o artigo, temperaturas elevadas são os principais inimigos de sua bateria. Afinal, elas aceleram o processo de desgaste dos dispositivos e podem resultar em acidentes mais graves, como incêndios.

Além de retirar a bateria de um aparelho sempre que ela atingir 100% de carga e uma fonte de energia continuar conectada, evite utilizar o aparelho em espaços pouco ventilados ou deixá-lo armazenado junto a fontes de calor. Assim,  você prolonga o tempo de vida da bateria e evita a ocorrência de problemas mais graves que podem por em jogo um dispositivo valioso.

 
Guarde baterias em um local adequado

Essa dica é especialmente importante para quem mantém uma bateria extra para momentos de necessidade ou precisa armazenar dispositivos durante muito tempo sem uso. Como o circuito de proteção de uma bateria precisa de um pouco de energia para operar corretamente, nunca se deve deixá-la guardada sem carga alguma.

Algumas baterias de Íon-Lítio falham ao ficar muito tempo com a carga mínima, que no geral gira entre 2,5 Volts por célula. Caso esse limite mínimo seja ultrapassado, o circuito de segurança interno deixa de funcionar corretamente e indica que a bateria está morta, situação na qual os carregadores comuns de nada servem. Alguns fabricantes dispõem de alternativas que recuperam dispositivos nesse estado, mas em geral é perigoso tentar fazer o processo sozinho por questões de segurança.

O ideal é que, ao guardar uma bateria, ela esteja com cerca de 40% de sua carga total disponível. Após um determinado período de tempo, é comum que ela perca um pouco dessa capacidade devido ao circuito de proteção – por isso, quando for utilizá-la novamente, o recomendado é deixá-la carregar totalmente antes de utilizar o dispositivo desejado.

Também procure deixá-la em um ambiente arejado, evitando assim qualquer problema de superaquecimento. Afinal, mesmo durante os momentos de repouso de um aparelho os processos químicos de uma bateria continuam agindo de maneira constante – quanto mais amena a temperatura, menor o ritmo com que eles ocorrem e, consequentemente, maior a vida útil total do dispositivo.

 

Fonte:Baixaki

Categorias:Dicas, Notebooks, Variedades

Uso excessivo de laptop no colo pode deixar homem estéril

outubro 4, 2010 Deixe um comentário
 

Computador portátil entre as pernas pode provocar mancha e até câncer de pele

Getty Images

Uso exagerado de laptop no colo pode provocar síndrome da pele tostada, deiminuir produção de esperma e até deixar homem infértil

Quem já trabalhou com o laptop no colo sabe como ele pode deixar as coxas quentes. Segundo relatórios médicos, se esse hábito for muito frequente, pode provocar a síndrome da pele tostada, uma mancha causada pela exposição prolongada ao calor. 
Um relatório médico revelou que homens que usam laptop no colo apresentaram alta temperatura no saco escrotal. Se for prolongado, esse tipo de calor pode diminuir a produção de esperma, levando à infertilidade.
Em um caso recente, um garoto de 12 anos desenvolveu uma descoloração esponjosa na coxa esquerda depois de passar várias horas por dia jogando videogames durante meses. Segundo pesquisadores suíços da Universidade Hospital da Basileia, “o menino reconheceu que o laptop ficou quente no lado esquerdo, mas mesmo assim não o mudou de posição”. 
Outro caso recente envolveu uma estudante americana de direito que buscou tratamento para uma descoloração na perna dela.

Kimberley Salkey, que tratou a moça, ficou surpresa ao descobrir que a aluna passava seis horas trabalhando com o computador no colo. A temperatura na perna da estudante era de 125 oC. 
Esse caso, ocorrido em 2007, é apenas um dos dez mais famosos relatados em revistas médicas nos últimos seis anos. Essas manchas podem ser causadas pelo uso excessivo de fontes de calor que normalmente não provocariam queimaduras. 
Geralmente, elas são inofensivas, mas podem provocar o escurecimento da pele e até vários tipos de câncer de pele, disseram os pesquisadores Andreas Arnold e Peter Itin, da universidade. Eles disseram que ainda não descobriram nenhum tipo de câncer ligado ao uso de laptop, mas sugerem que o usuário coloque uma pasta ou qualquer tipo de proteção se tiver que botar o computador no colo.

Fabricantes como Apple, HP e Dell alertam em seus manuais contra o uso de laptops no colo por muito tempo.  
No passado, a síndrome da pele tostada ocorria em trabalhadores que trabalham perto de fontes de calor, como padeiros e assopradores de vidro.

Fonte:

Netbook giratório da Dell vira tablet

setembro 15, 2010 Deixe um comentário

 

O novo Inspiron Duo pode se transformar de tablet em netbook e vice-versa.

O Inspiron Duo  tem uma tela giratória, que pode virar para dentro ou para fora do aparelho. Para dentro, um notebook, para fora, um tablet.

O Inspiron Duo foi apresentado no IDF 2010, evento organizado pela Intel.

Ainda se sabe pouco sobre ele: Windows 7, tela de 10 polegadas e Intel Atom N550 são as únicas especificações divulgadas.

Seu lançamento poderá ser no fim do ano, período em que as vendas são melhores.

Apesar de surpreender no formato, o Inspiron Duo não é novidade. Vários notebooks contorcionistas já existem, sejam da HP, da Acer ou da Toshiba.

 

Fonte:info.abril